Pesquisadores criam indicadores educacionais a partir de dados do IBGE

Com o objetivo de entender a evolução da educação no estado de Sergipe em um intervalo de dez anos, pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) criaram indicadores a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O projeto é coordenado pela pesquisadora Fernanda Esperidião e desenvolvido com a colaboração do bolsista Ricardo Henrique Santos.

Na primeira etapa do projeto, foi realizada a revisão da bibliografia e verificado os dados do censo de 2000 e 2010 para confeccionar indicadores. Na segunda etapa do projeto, será realizado um agrupamento dos municípios que possuem resultados mais parecidos, aplicando a técnica de cluster (Técnica de agrupamento).

“ Nós iremos criar grupos de municípios que são mais parecidos, independente da microrregião que esse município se encontre. Por exemplo, Xingó pode ser muito parecido com Lagarto, são extremos, pois estão muito distantes um do outro, no entanto podem ter indicadores similares e, assim, pertencer ao mesmo grupo. Essa é uma das propostas do projeto, a confecção do indicador, a outra é fazer os cluster/agrupamentos dos municípios para entendermos a familiaridade de alguns municípios, que têm esses indicadores mais parecidos”, explica Fernanda.

Alguns indicadores criados foram: a taxa de escolaridade bruta, taxa de escolaridade líquida, percentual de pessoas com 18 anos ou mais no ensino fundamental, taxa de atendimento escolar, percentual da população que está matriculada na escola em determinada idade e em determinada série, etc.

Segundo a coordenadora, este é um projeto que consegue nortear qualquer secretaria dos municípios sergipanos com relação ao panorama da educação do seu respectivo município, possibilitando atuações voltadas para políticas públicas da educação.

“Os indicadores confeccionados para o ensino fundamental e para o ensino médio são direcionados para as esferas municipais e estaduais. Sendo assim, o projeto possibilita que os gestores públicos analisem a evolução educacional do seu município nesse período. Então, tanto para população, como para escola, como para diretora e para os chefes de secretarias do estado, isso é super importante”.

A etapa final do projeto consiste em apresentar o quanto melhorou e o quanto não melhorou a situação educacional do estado. E, o quão distante os municípios sergipanos estão de outros estados do Nordeste. Fernanda explica que houve uma melhora no ensino nesses dez anos, mas que não há uma uniformidade em todo o estado.

“No momento em que analisamos esses indicadores percebemos que de uma forma geral, nesses 10 anos, houve uma melhora significativa, tanto para o ensino fundamental quanto para o ensino médio em todos os municípios. O problema é que quando fazemos algum tipo de comparativo, por exemplo, você pega um município como Aracaju que tem os indicadores melhores, você têm municípios que estão muito distantes, você não tem uma uniformidade no estado, têm municípios ainda com altos indicadores de analfabetismo e evasão escolar.”.

Fernanda ressalta ainda que quando se observa Sergipe com outros estados do Nordeste, percebe-se que os indicadores de Sergipe poderiam ser melhores. Segundo ela, ainda há muito a ser feito, ela explica que no próximo projeto será feita a analise para o censo de 2020.

NAPs
O projeto de pesquisa é fruto do Programa de Pesquisa em Política Pública (NAPs) desenvolvido pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE) em parceria com as Secretarias de Estado. O primeiro edital no NAPs foi lançado em 2011 e desde então o programa tem buscado atender as demandas do estado. Ao final de cada projeto de pesquisa, os pesquisadores apresentam os dados e propõe políticas públicas para serem aplicadas pelas secretarias.

Fonte: Comunicação Fapitec/SE.

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