Presidente da Fapitec/SE visita laboratórios do projeto estruturante

Criar uma infraestrutura para o desenvolvimento de ações de ciência, tecnologia e inovação é o objetivo do Projeto Estruturante, executado pela Fundação de Apoio e à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), em parceria com as principais instituições de pesquisa de Sergipe o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec).

Durante a manhã desta terça-feira, 20, o presidente da Fapitec/SE, José Heriberto Vieira, visitou os laboratórios instalados no SergipeTec. O Projeto Estruturante abrange laboratórios que trabalham energias renováveis, biomassa, energia eólica, controle biológico de pragas, entre outros. O investimento é de mais de R$ 10 milhões.

“Um projeto grande de infraestrutura para o desenvolvimento de pesquisas em nosso estado contado com a parceria Sedetec, Embrapa, Emdagro, ITP/Unit, ITPs e UFS. A expectativa é gerar produtos para serem aplicados no mercado”, afirma o presidente da Fapitec/SE.

Laboratórios

Um dos laboratórios trabalha com o controle de pragas agrícolas e florestais gerando alternativas de controle. Segundo o pesquisador da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Marcelo Mendonça, o laboratório está trabalhando com duas frentes de controle da mosca negra, que atinge as plantações de citros trazendo grandes prejuízos para os agricultores.

Dentro da linha de controle biológico, a gente está trabalhando duas frentes: uma na utilização de fungos patogênicos que são microrganismos que causam doenças em insetos. A outra usando  formulações a base de óleos essenciais. Estamos produzindo os fungos por meios alternativos de fermentação e produzindo formulação em óleo e também uma emulsão para controle especificamente da mosca negra em citros”, pontua.

Dois bolsistas aprovadas edital para bolsas de Desenvolvimento Tecnológico Regional (DTR) estão trabalhando no laboratório junto com o professor Marcelo Mendonça. O edital DTR tem por objetivo ampliar e fortalecer as pesquisas em instituições públicas do Estado. A bolsa é de dois anos com um auxílio de R$ 20 mil.

A bolsista DTR Elisângela Cruz destaca que a bolsa é importante, pois permite uma dedicação exclusiva ao projeto. “O projeto busca desenvolver um inseticida com fungos que atacam insetos e óleo essencial de alecrim. Durante a bolsa vou desenvolver esse projeto com dois inseticidas para o combate da mosca negra. A expectativa é de até o fim  do ano testar essa formulação em laboratório e depois aplicar em mudas no campo”, afirma.

Fonte: Comunicação Fapitec/SE.

 

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