| Em 31/01/2018

Programa Biota reúne pesquisadores do Mato Grosso do Sul produzindo conhecimento em biodiversidade

Foto: Adriano Boeno.

Uma rede de pesquisadores unidos com um único objetivo: produzir pesquisas relacionadas à biodiversidade que sirvam como fonte para tomadas de decisões. Este é o Programa Biota, uma parceria entre o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, Finep e instituições de fomento à pesquisa.

De acordo com o biólogo e secretário executivo do programa, Fábio Roque, o Programa Estadual do Biota surgiu em um momento onde uma tendência mundial pedia por mais cuidado e atenção com a biodiversidade. “A interface principal do Biota no MS é o de produzir conhecimento para influenciar a gestão e tomadas de decisões nessas áreas. Para isso contamos com uma rede de colaboradores espalhados pelos quatro cantos de nosso Estado com o objetivo de produzir conhecimento”, afirma.

Dentre as pesquisas realizadas com o apoio do Biota, destaca-se um levantamento do número de espécies cadastradas em Mato Grosso do Sul, além de uma listagem com as possíveis espécies ameaçadas de extinção no território estadual.

“Cerca de 4 anos atrás começamos um processo para conhecer a quantidade de espécies de animais presentes em nosso Estado, para isso reunimos cerca de 340 colaboradores para responder a esta pergunta. Até o momento temos cerca de 9000 espécies cadastradas, porém esse número deve ser muito maior. Com essa relação inicial de espécies cadastradas é possível também que seja criada a primeira lista de espécies ameaçadas de extinção no território estadual. Já existe um grupo de pesquisadores trabalhando nisso e o biota é parceiro.”, conclui Fábio.

O Programa analisa e convida à discussão sobre a conservação da biodiversidade alinhada com a produção e o desenvolvimento agrícola, propondo ações para que a biodiversidade e a economia andem juntas em Mato Grosso do Sul.

“Em 2011 publicamos uma carta de intenções para mostrar ao cidadão quais as propostas do Biota, como forma de dar transparência ao uso dos recursos. Após quase 7 anos de muito trabalho, publicamos recentemente o “Capital Natural do Mato Grosso do Sul”, onde reunimos informações da biodiversidade atrelada à economia do Estado”, conclui Fábio.

Fonte: Comunicação Fundect (texto: Diogo Rondon).