Programa de TV “Ciência Aberta” discute a participação e contribuição das mulheres para o avanço da pesquisa científica e tecnológica

O Brasil é um dos países onde mais cresce a participação feminina na ciência. As mulheres representam cerca de 40% dos pesquisadores no país, notadamente na medicina, bioquímica, genética e biologia molecular, de acordo com levantamento Gender in the Global Research Landscape, realizado pela Elsevier em 11 países e a União Europeia, publicado em 2017.

Mulheres, em geral, ainda são minoria nas áreas de Engenharia e Física, por exemplo, publicam menos que os homens e têm menor mobilidade internacional. Começam, no entanto, a ganhar protagonismo cada vez maior entre inventores listados em pedidos de patente: eram 10% em 2000, passaram para 14% em 2015.

A maior presença e as contribuições das mulheres para o avanço da pesquisa científica e tecnológica – e os problemas que elas ainda enfrentam para ingressar num mundo que, até recentemente, era eminentemente masculino –, será o tema da próxima edição do Ciência Aberta, programa de TV produzido pela FAPESP em parceria com o jornal Folha de S.Paulo. O programa, que terá como tema “Mulheres na Ciência”, será exibido ao vivo no dia 1º de agosto, a partir das 15h.

Participarão dos debates a socióloga Alice Rangel de Paiva Abreu, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretora do GenderInSITE (Gender in science, innovation, technology and engineering); a física Márcia Barbosa, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ganhadora do Prêmio L´Oreal e Unesco de Mulheres nas Ciências – Físicas e do Prêmio Claudia em ciência, ambos em 2013; e a química Vanderlan Bolzani, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a ganhadora do prêmio Distinguished Women in Science Chemistry and Chemical Engineering, American Chemical Society (USA) e International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC).

Na pauta, temas como o cenário da participação feminina na ciência brasileira, as estratégias e políticas de promoção da inclusão, da diversidade e da equidade na academia, os impactos da maternidade na carreira científica, entre outros.  A mediação será da jornalista Sabine Righeti.

O Ciência Aberta, que é mensal e tem duração de 1h30, é transmitido ao vivo programa é exibido ao vivo pelo site da FAPESP (www.fapesp.br), pela página da Agência FAPESP noFacebook (www.facebook.com/agfapesp) e no YouTube (www.youtube.com/user/fapespagencia) e pelo site da TV Folha (www1.folha.uol.com.br/tv).

Os programas já exibidos, sobre mudanças climáticas, obesidade e doenças transmitidas por mosquitos estão disponíveis no www.fapesp.br/ciencia-aberta/

O programa é transmitido do auditório da FAPESP, que recebe estudantes como convidados. Eles podem participar do programa enviando perguntas aos pesquisadores convidados. Durante o programa, perguntas do público externo também são recebidas pelas redes sociais e pelo e-mail cienciaaberta@fapesp.br

Fonte: Divulgação.