Projetos científicos e de inovação recebem mais de R$ 300 mil do Programa de Apoio ao Pesquisador Rondoniense da Fapero

Reconhecimento de pesquisadores dedicados a trabalhos voltados para o desenvolvimento de Rondônia através da ciência, inovação e tecnologia. Essa é proposta do Programa de Apoio ao Pesquisador Rondoniense (PQR) da Fundação Rondônia de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa (Fapero) que aprovou investimento de mais de R$ 300 mil para 24 projetos de pesquisadores que buscam soluções para diferentes áreas e problemas regionais, desde a agricultura a saúde.

‘‘Em Rondônia, projetos como esse surgem por uma história de defasagem, porque durante muito tempo não houve no Estado investimento em ciência e tecnologia e agora, a partir deste governo, isso tem acontecido como muita força. Há um fomento tanto a pesquisa para gerar desenvolvimento como também a formação dos recursos humanos, e esse programa vem para valorizar aqueles pesquisadores que abraçaram a causa há muito tempo por Rondônia para desenvolver ciência e recursos humanos de qualidade’’, disse o diretor científico Andreimar Soares.

Os 24 projetos passaram por um processo de seleção rigoroso e transparente e foram escolhidos entre 70 trabalhos apresentados. Com o recurso disponível para cada projeto, os pesquisadores poderão, durante o período de um ano, financiar compra de equipamentos e contratação de serviços de terceiros; custear passagens e diárias para participação de eventos científicos no país. ‘‘Houve destaque pela meritocracia e nós, por meio deste programa, mostramos aos pesquisadores rondonienses que o Estado agora se preocupa em incentiva-los e valorizar as pesquisas que estão sendo realizadas’’, afirma o diretor.

Entre os projetos selecionados, está a avaliação do uso de iscas açucaradas para dispersão do regulador de crescimento piriprofixeno para controle de aedes aegypti. ‘‘É uma pesquisa muito importante porque temos endemia em todo o Brasil, e na Amazônia Ocidental está inserida muito mais devido a biodiversidade, e inclusive esse projeto pode ser aplicado no Sistema Único de Saúde (SUS)’’, avalia o diretor.

Outro projeto aprovado trata do desenvolvimento de peptídeos miméticos inspirados em bioativos de venenos de serpentes da família viperidae. ‘‘A proposta é usar a biodiversidade, a exemplo do veneno da serpente aqui da região, para buscar protótipos que possam servir como futuros medicamentos, como aconteceu com o captopril que é baseado no veneno da jararaca’’, afirma o diretor.

O projeto de indução a puberdade em novilhas Bos indicus na região da Amazônia Ocidental também faz parte das propostas aprovadas. Considerando que Rondônia é um estado onde o agronegócio é um grande impulsionador da economia, este projeto é considerado de grande importância para fortalecer a pecuária.

‘‘Na contramão do cenário nacional de crise para ciência e tecnologia, esse investimento neste setor em Rondônia tem sido uma alegria muito grande e manifestada por todos os pesquisadores’’, disse o diretor. Rondônia vive uma nova fase de valorização de ciência, inovação e tecnologia. ‘‘Com a criação da Fapero estamos fortalecendo dois eixos de desenvolvimento do Estado: a formação de profissionais especializados e o da inovação e tecnologia. Nos últimos anos trabalhamos bem essa base de formação, muitos laboratórios também foram equipados e agora vamos ter mais chamadas para inovação’’, afirma o presidente da Fapero, Francisco Elder de Oliveira.

Fonte: Secom – Governo de Rondônia (texto: Vanessa Moura).

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