| Em 15/04/2020

Aplicativo catarinense orienta médicos a evitar contágio durante intubação de pacientes com Covid-19

 

Um aplicativo desenvolvido para dar apoio ao trabalho de anestesiologistas ganhou novas configurações depois da pandemia causada pelo novo coronavírus. A plataforma AxReg, para registros digitais de procedimentos anestésicos, passa a divulgar a partir de agora melhores práticas e orientações para evitar o contágio da Covid-19. Os dados já estão disponíveis e podem ser acessados gratuitamente.

Como os anestesiologistas também são responsáveis pela intubação de pacientes, estão entre os profissionais com maior número de infecção. Para evitar que o problema se repita no Brasil, a desenvolvedora da plataforma, a Anestech, elaborou orientações específicas a esse público para que os procedimentos sejam realizados com mais segurança. “Eles (anestesiologistas) estão em posição de risco. Faltava orientação de como se proteger”, destaca o fundador da empresa, o médico Diogenes Silva.

A plataforma AxReg foi desenvolvida dentro do Sinapse de Inovação, programa de incentivo a ideias inovadoras e geração de empresas da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável.

O presidente da fundação, Fábio Zabot Holthausen, destaca a importância de empresas catarinenses buscarem soluções e alternativas para o enfrentamento da Covid-19. “Para nós da Fapesc é uma satisfação poder identificar empresas apoiadas em alguns de nossos programas e que estão ajudando no enfrentamento dessa pandemia aqui no nosso Estado”, afirma.

Já o secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Lucas Esmeraldino, reforça o apoio dado pelo Governo do Estado de Santa Catarina ao Sinapse da Inovação, que tem tornado possível transformar ideias inovadoras em soluções. “A inovação tem sido uma arma poderosa na luta contra o novo coronavírus. Um bom exemplo é este aplicativo, ferramenta essencial na preservação de vidas”, comenta.

Recuperação de respiradores usados entre os anos 50 e 80 no Brasil

Uma das grandes demandas previstas para o tratamento da Covid-19 em Santa Catarina e no Brasil é garantir respiradores para todos os pacientes em estado grave. Atualmente, os equipamentos são importados e levam tempo para a fabricação. Para ajudar nesse processo, o médico Diogenes Silva está fazendo também uma releitura de um modelo comum entre os anos 50 e 80 no Brasil. “Ele é portátil e não precisa de energia. Não vai substituir um de UTI, mas poderá ser usado em ambulatórios, pronto-socorro ou enfermaria”, destacou.

As versões mais modernas são projetadas por um grupo de trabalho envolvendo diferentes profissionais e poderão ser produzidas com uso de impressoras 3D e usinagem. A ideia é desenvolver os protótipos melhorados e conseguir a certificação para uso nos próximos dias. A partir daí, o projeto será disponibilizado para que as indústrias nacionais possam fabricar em larga escala.

Segundo Diógenes, o projeto é viável porque o equipamento já era usado e com excelentes resultados. O equipamento já passou nos testes de laboratório e começa nessa semana as avaliações pré-clínicas e clínicas.

Além de grandes empresas brasileiras já terem manifestado interesse em produzir os respiradores, outros estados e até países já entraram em contato para solicitar os equipamentos.

Mais informações sobre o projeto podem ser acessadas em breath4lifeproject.com.

 

Fonte:  FAPESC

 

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