| Em 01/05/2020

Apoiada pela Fapesc, empresa catarinense reduz custo de equipamento para exame de eletrocardiograma

Foto:Divulgação/MediBridge

 

Um dos desafios para a saúde, e especialmente nesses momentos de crise, é lidar com o custo dos equipamentos. Pensando em popularizar o acesso a alguns exames, a empresa catarinense MediBridge – uma das aprovadas no Programa Sinapse da Inovação – está desenvolvendo soluções para reduzir o preço dos aparelhos. A ideia inicial é lançar um dispositivo para eletrocardiogramas que custe um terço do valor de um similar no mercado. O projeto ficará em desenvolvimento até junho, depois seguirá para testes clínicos.

Segundo um dos fundadores, Ronny Knoch Gieseler, foi usado como base um equipamento de eletrocardiograma convencional e a partir daí foram retirados itens como telas e impressoras. Foram mantidos apenas os sensores, que são fundamentais para o exame. Os dados são enviados para smartphones, tablets ou computadores, mantendo a qualidade das informações.

O novo aparelho tem o tamanho de um telefone celular e bateria que dura mais de 24h. Por causa do baixo custo e da leveza, poderá se transportado em longas distâncias, ampliando o atendimento, especialmente na zona rural.

A MediBridge foi uma das aprovadas em 2018 no Sinapse da Inovação, programa de incentivo a ideias e empreendedorismo inovador, desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE).

O presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, destaca que o Sinapse da Inovação possui propostas de várias áreas do conhecimento e na saúde tem fomentado ideias que ampliam a oferta de equipamentos e serviços, ajudando na abertura de empresas que são exemplo nesse momento de combate à Covid-19. “Reduzir os custos é uma iniciativa importante para que mais pessoas tenham acesso à saúde especializada. A Fapesc está satisfeita com os resultados que pesquisadores e empreendedores têm mostrado para a sociedade e com o engajamento na solução dos problemas de nosso Estado”, confirma.

O secretário do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Lucas Esmeraldino, reforça que o reconhecimento de algo inovador passa pela universalização do acesso, sua aplicabilidade e viabilidade econômica. “Por isso, quando uma empresa catarinense, apoiada pelo Governo do Estado, retribui à comunidade o incentivo que recebeu, percebemos que o objetivo da política pública foi de fato alcançado”, afirma.

Solução atende demanda da área da saúde

Rony, que é mestre em Engenharia Biomédica, percebeu a carência de equipamentos médicos e o quanto o custo influenciava na possibilidade de realização de mais exames. Por isso, pensou em um modelo de negócio que pudesse fornecer os equipamentos diretamente ao consumidor. Assim, o paciente poderia coletar os dados constantemente em casa e enviar para seu médico com uso da telemedicina.

Essa estratégia também pode ser usada em médio prazo para pacientes com outras doenças crônicas, como diabetes. A ideia de Rony e dos sócios Thiago Baratto, Débora Baratto e Samuel Brunken é continuar desenvolvendo soluções para a área da saúde. Esse projeto inicial deve ser concluído em junho e depois passará por praticamente um ano de validação com pacientes e com os órgãos responsáveis.

 

Fonte: FAPESC  (Texto: Gisele Krama)

 

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