| Em 16/06/2020

Faperj investe mais R$ 14,4 milhões no combate à Covid-19

(Imagem: Pixabay)

 

Um investimento de R$ 14,4 milhões em ação emergencial para projetos de combate aos efeitos da covid-19 acaba de ser anunciado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro – Faperj. Com este aporte, a Faperj em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde totalizam R$ 30 milhões para o enfrentamento da pandemia.

Nesta chamada foram aprovados 24 projetos para o desenvolvimento de ações em seis redes de pesquisa. Controle da epidemia no Estado do Rio de Janeiro e Brasil; Diagnóstico molecular e sorológico do SARS-CoV-2/desenvolvimentos de testes; Apoio à adequação e melhoria das instalações de laboratórios nível 3 (NB3) no Estado do Rio de Janeiro; Estudos clínicos prospectivos colaborativos em Covid-19; Epidemiologia da infecção do SARS-CoV-2 no Estado do Rio de Janeiro; e Projetos de startups, micro, pequenas e médias empresas sediadas no Estado do Rio de Janeiro.

Para o presidente da Faperj, Jerson Lima Silva, financiar a formação de redes de pesquisa para o estudo da Covid-19 e seu agente etiológico, o vírus da SARS-CoV-2, é fundamental para usar a competência científica instalada em instituições e empresas fluminenses para atacar os diversos desafios impostos pela pandemia. “As redes buscarão tanto medidas preventivas como terapêuticas, além de acompanhar a evolução da transmissão e sua distribuição geográfica, através de testes moleculares e sorológicos, bem como de abordagens “ômicas”, como os genomas dos vírus circulantes”, disse.

Para o secretário estadual de Saúde, as ações científicas capitaneadas pela FAPERJ para o combate à Covid-19 são de fundamental importância para o monitoramento, o diagnóstico e busca por novas tecnologias de combate a esta pandemia. Fernando Ferry destacou a importância da parceria com as instituições de pesquisa de excelência do Estado do Rio de Janeiro, em especial Fiocruz e UFRJ, que farão uma ação conjunta e de rápida resposta no enfrentamento à pandemia. “Essa ação irá contribuir de forma significativa para que a população possa ser atendida de forma mais segura, rápida, e eficaz, além de minimizar o número de mortes. Esta ação é salutar e extremamente positiva, e terá todo o apoio da Secretaria Estadual de Saúde”, ressaltou.

Já para o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Rodrigues, neste momento de pandemia é preciso unir forças e fomentar ainda mais o conhecimento dos cientistas. “Sob diferentes perspectivas e estudos destes profissionais, podemos encontrar soluções inovadoras e de grande eficácia para combater a Covid-19. Essa nova chamada da FAPERJ é de fundamental importância para o enfrentamento da doença. Sem dúvidas, mais do que nunca, a ciência se faz imprescindível.”

Diretora científica da Faperj, Eliete Bouskela defende que a criação das redes de ação emergencial é imperativa para combater os efeitos devastadores da Covid-19 no Estado do Rio de Janeiro. “Neste momento em que o mundo sofre uma crise na saúde, é de fundamental importância que a ciência possa dar respostas. O lançamento deste edital mostra que a FAPERJ está consciente desta importância e quer auxiliar, no máximo de suas possibilidades, os cientistas do Estado do Rio de Janeiro na elucidação, diagnóstico e possível tratamento desta pandemia”, disse.

A Rede 1 será coordenada pela pesquisadora Ana Tereza Ribeiro de Vasconcelos, bióloga vinculada ao Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). Os projetos envolvidos nessa rede buscam a criação de bases públicas de dados com as sequências virais brasileiras, possibilitando um processamento rápido e universal da informação.

A Rede 2 terá a coordenação do médico epidemiologista Amilcar Tanuri, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e envolve projetos que buscam o desenvolvimento de testes para detecção rápida de SARS-CoV-2 através do emprego de estratégias que usem ensaios sorológicos, nanopartículas e produção de insumos biotecnológicos.

A coordenação da Rede 3 estará a cargo do pesquisador Wanderley de Souza (UFRJ), especialista em biologia celular. Nessa rede os projetos focam na melhoria da infraestrutura de laboratórios NB3 e utilizam esse ambiente para ampliação da capacidade de manipulação do vírus SARS-Cov-2, desenvolvimento de um protótipo vacinal, utilização de moléculas biotecnológicas e estudo da estrutura tridimensional do vírus SARS-CoV-2.

A Rede 4 será coordenada pela médica Patrícia Rocco (UFRJ), pesquisadora em doenças respiratórias, e envolve projetos que buscam o desenvolvimento de estudos clínicos em diversos grupos populacionais, como por exemplo mulheres em período perinatal, idosos, estudantes, trabalhadores da área da saúde e pacientes hospitalizados, além de avaliar diretamente os aspectos cardiológicos associados a infecções por SARS-CoV-2 e biomarcadores de gravidade da doença.

A Rede 5 terá a coordenação do médico epidemiologista Roberto Medronho (UFRJ) e estudará a epidemiologia do vírus, através da utilização de plataforma de informações georreferenciadas, aplicação de modelagem e algoritmos matemáticos, estudo de determinantes socioeconômicos, demográficos, sanitários e ambientais, além de transformação digital e inteligência artificial.

A Rede 6, que envolve projetos de startups, micro, pequenas e médias empresas sediadas no estado, será composta por quatro projetos. Dois deles envolvendo universidades fluminenses – Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) – e os outros dois envolvendo pequenas empresas. Os projetos a serem desenvolvidos buscam a produção de equipamentos, sensores, plataformas digitais, redes neurais e soluções baseadas em inteligência artificial no combate a Covid-19; ferramentas de telemedicina baseada em realidade aumentada para facilitar a comunicação entre profissionais da saúde e pacientes; articulação da indústria local e laboratórios para a produção e qualificação de EPIs e criação de ferramenta computacional para identificação de índices laboratoriais, análise de impacto de variáveis na gravidade da doença e criação de ambientes de simulação para diversos cenários da doença. A Diretoria de Tecnologia espera que a aprovação deste conjunto de projetos promova a interação entre diferentes atores do ecossistema de inovação fluminense e contribua para o desenvolvimento de soluções inovadoras para o combate à pandemia no estado.

 

Fonte: FAPERJ

 

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