| Em 24/07/2020

Fapesq convida para debate em homenagem ao Centenário de Celso Furtado

Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba (FAPESQ) convida para debate por videoconferência na próxima quarta-feira (29), às 10 horas, pelo canal do YouTube da Fapesq, em homenagem ao Centenário de Celso Furtado. Participarão do debate o presidente do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), Fábio Guedes; o professor e ex-reitor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Rômulo Polari; o pró-reitor adjunto de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Cidoval Morais, e como moderador o secretário-executivo da Ciência e Tecnologia da Paraíba, Rubens Freire.

Assista a live no Canal da Fapesq no YouTube.

No domingo, 26 de julho, o professor Celso Furtado faria 100 anos. Diversas instituições realizam atividades e instituíram 2020 como Ano Comemorativo Celso Furtado.

Reconhecido mundialmente como um dos mais importantes economistas brasileiros, Celso Furtado aliou uma análise criteriosa das condições e da dinâmica do subdesenvolvimento do Brasil, com a prática política e a gestão de instituições públicas, como na Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e dos Ministérios do Planejamento e da Cultura.

Suas obras marcam momentos oportunos da história do País, temas de extrema relevância sobre a ordem econômica e a trajetória da economia e da sociedade brasileiras. As análises e estudos que deixou transcendem seu tempo, como em obras clássicas como “Formação econômica do Brasil” (1959); “Desenvolvimento e subdesenvolvimento” (1961); “Dialética do desenvolvimento” (1964); “Um projeto para o Brasil” (1968); “Análise do ‘modelo’ brasileiro” (1972); “A hegemonia dos Estados Unidos e o subdesenvolvimento da América Latina” (1973); “O mito do desenvolvimento econômico” (1974); entre outras.

Trajetória

Celso Furtado é o economista brasileiro mais reconhecido no mundo, tendo sido indicado ao prêmio Nobel de Economia em 2004, mesmo ano em que faleceu de ataque cardíaco no Rio de Janeiro.

Sua obra é considerada cosmopolita, com ênfase no desenvolvimento, sem deixar de lado as questões brasileira e especificamente nordestinas. Foi docente das mais importantes universidades do mundo. Nascido no sertão da Paraíba, se mudou para o Rio de Janeiro em 1939 para cursar Ciências Jurídicas e Sociais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Com o curso concluído após cinco anos foi convocado para a Segunda Guerra Mundial e ao fim dos combates deu início ao doutorado em economia na Universidade de Paris-Sorbonne, concluído em 1948 com uma tese sobre a economia brasileira no período colonial.

Retornou ao Brasil, no serviço público, mas logo em seguida passou a integrar, no Chile, a recém-criada Cepal, da Organização das Nações Unidas (ONU). Na década de 1950, voltou ao Brasil e atuou no planejamento de metas para a economia brasileira. Foi o criador da Sudene. Sua obra mais consagrada, “Formação Econômica do Brasil”, foi publicada em 1959, no mesmo período em que ocupava o cargo de diretor do BNDES.

Em 1962, tornou-se primeiro titular do Ministério do Planejamento, no governo João Goulart. Dois anos depois, após o golpe militar, Celso Furtado teve os direitos políticos cassados e partiu para o exílio, lecionando em universidades americanas e francesas. Retornou ao Brasil após a anistia, em 1979.

Foi eleito, em 7 de agosto de 1997, oitavo ocupante da cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras, que tem por patrono Fagundes Varela. Tomou posse em 31 de outubro, recebido pelo acadêmico Eduardo Portella.

 

Fonte: FAPESQ

 

> Siga o Confap nas Redes Sociais:   

FACEBOOK   /   LINKEDIN   /   TWITTER    /    INSTAGRAM   /   YOUTUBE