| Em 14/02/2020

Fruto nativo do Pantanal pode ser um aliado do combate ao Câncer, dizem pesquisadores

 

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), sob a coordenação da Nutricionista e doutora em Ciências da Cirurgia, Elisvânia Freitas dos Santos, com o apoio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul – Fundect, estuda um fruto abundante na região do Pantanal normalmente utilizado como isca pelos moradores.

Trata-se do Tucum, um fruto de casca e polpa roxa com uma semente esbranquiçada. A casca e a polpa deste fruto possui grande quantidade de compostos bioativos que podem ser de grande ajuda no combate e até mesmo no tratamento de doenças como o câncer, a diabetes e as cardiovasculares.

Até o momento não existe nenhuma pesquisa sobre as atividades farmacológicas deste produto, e isso foi justamente o que chamou a atenção do grupo de pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição (FACFAN) da UFMS.

De acordo com a Drª Elisvânia, alguns resultados preliminares do estudo já comprovaram que o produto não é tóxico. “Comprovando a não toxicidade do Tucum, o próximo passo é analisar se os compostos deste fruto, introduzidos na alimentação, podem ser benéficos no combate ou até mesmo no tratamento de doenças graves como o câncer”, avalia a coordenadora do projeto.

“Fazem parte do projeto o Prof. Dr Rodrigo Juliano Oliveira do Centro de Estudos em Células Tronco, Terapia Celular e Genética Toxicológica (CeTroGen); a aluna de pós-graduação Luane Aparecida do Amaral, além de alunos de iniciação científica, graduandos, doutorandos e técnicos que, juntamente com os professores, estão empenhados em descobrir de que forma este fruto, tão comum no Pantanal, pode ser benéfico para a nossa saúde”, avalia a coordenadora do projeto.

Esta pesquisa conta com recursos do Edital Universal, uma chamada pública ofertada pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul por meio da Semagro e Fundect.

 

Fonte:  FUNDECT  (Texto: Diogo Rondon / Fotos: Arquivo dos Pesquisadores)

 

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