| Em 09/01/2020

Pesquisa inédita avalia as condições de saúde de idosos acamados e de seus cuidadores visando qualidade de vida

Pesquisa revela que o ato de cuidar de um idoso é complexo é requer mudanças, adaptações, preparo psicológico, conhecimento técnico e afinidade, para evitar stress, doenças físicas e emocionais, além de óbito precoce. Um estudo inédito de forma experimental está sendo realizado na capital do Tocantins com o propósito de possibilitar novas políticas públicas que favoreça qualidade de vida para o idoso, cuidador e familiar. A pesquisa conta com apoio do Governo por meio da    Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt).

O estudo aponta ainda que o aumento da expectativa de vida do idoso vem acompanhado da prevalência de doenças e agravos crônicos não transmissíveis, além de limitações funcionais que requer cuidados. Frente a essa situação, está sendo avaliado o impacto da intervenção educativa a fim de analisar diversos fatores do estilo de vida do idoso, e do cuidador que muitas vezes se sobrecarrega de trabalho o que traz consequências pessoais.

A pesquisa é inovadora e visa resultados satisfatórios e medidas preventivas para os envolvidos, além de contribuir com o fortalecimento de programas de pós-graduação, qualificação profissional de nível técnico e superior do segmento. E também constrói estratégias educativas no atendimento a fim de estabelecer vínculos entre ambos. O estudo é de autoria da  Profª Dra em Enfermagem  que atua na Universidade Federal do Tocantins (UFT), Daniella Pires.

A pesquisa intitulada: “Cuidadores de idosos dependentes no município de Palmas: O significado do cuidar e o impacto de intervenção educativa na sobrecarga” é uma das aprovadas no Edital 1/2018 da Fapt que foi retomado em 2019.  Conta com o apoio financeiro do Ministério da Saúde e do Governo Estadual. O estudo faz parte do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) e está previsto para ser concluído em até 24 meses. O estudo será executado por um grupo de professores mestres e doutores e contará ainda com o apoio de pesquisadores vinculados a graduação e pós-graduação.

O estudo será realizado no domicilio do idoso e do cuidador a fim de colher informações sobre as condições de vida, de saúde dos cuidadores e dos idosos acamados. Ainda questiona o cuidador quanto a sua relação com o idoso, tempo de prestação de cuidado, sobrecarga, dificuldades e enfrentamentos no cuidar.

Para o presidente da Fapt, Márcio Silveira, o apoio a pesquisa científica na área de saúde é uma prioridade, e uma estratégia para melhorar os serviços públicos do Estado, principalmente no trato com o idoso que requer cuidados especiais e diferenciados.

 

Fonte:  FAPT (Texto: Geórgya Laranjeira / Fotos: Delfino Miranda)